Manifesto Metamodernista, por Luke Turner

Descrição da Imagem: O verdadeiro canibal, Shia Labeouf

1 – Nós reconhecemos a oscilação como sendo a ordem natural do mundo

2 – Nós devemos nos liberar da inércia resultante de um século da ideologia ingênua do modernismo e a cínica insinceridade de seu antônimo filho bastardo.

3 – Movimento será, daqui para frente, possibilitado pela oscilação entre posições, com ideias diametralmente opostas operando como as polaridades pulsantes de uma colossal máquina elétrica, propulsionando o mundo para a ação.

4 – Nós reconhecemos a inerente limitação de todo o movimento e experiência, e a futilidade em qualquer tentativa de transcender os limites ali impostos. A essencial incompletude de um sistema deveria necessitar uma aderência, não para chegar a determinado fim ou para tornarmos escravos de seu cursos, mas para possivelmente vislumbrar, por procuração, alguma exterioridade escondida.

5 – Todas as coisas estão condicionadas em uma irrevogável queda em direção a um estado de máxima divergência entrópica. A criação artística é contingente sobre a originação ou revelação na diferença ali contida. Afeto, em seu zênite, é uma experiência não mediada de diferença em si própria. Deve ser o papel da arte explorar a premissa de sua própria ambição paradoxal através da persuasão do excesso para tornar-se presença.

6 – O presente é um sintoma do nascimento duplo da imediatidão e da obsolescência. Hoje, somos nostálgicos tanto quanto somos futuristas. A nova tecnologia permite a simultânea experiência e encenação de eventos de uma multiplicidade de posições. Longe de sinalizar seu fim, essas redes facilitam a democratização da história, iluminando os ramificados caminhos por onde as grandes narrativas podem navegar o aqui e agora.

7 – Assim como a ciência busca a elegância poética, artistas podem assumir uma procura pela verdade. Toda informação é base para o conhecimento, seja empírico ou aforístico, nenhuma questão tem valor de verdade dado. Nós devemos abraçar a síntese científico-poética e a informada ingenuidade do realismo magico. Do erro nasce o sentido.

8 – Nós propomos um pragmático romanticismo desimpedido pela ancoragem ideológica. Assim, metamodernismo será definido como a condição mercurial entre ironia e sinceridade, ingenuidade e conhecimento, relativismo e verdade, otimismo e dúvida, em busca de uma pluralidade de díspares e enganosos horizontes. Devemos ir em frente e oscilar!

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http://www.metamodernism.org/

ou não leia mais, eu não mando em ti.

Traduzido por Bernardo Schmitt

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