Renan tem um Segredo – Uma peça em dois atos.

  • Uma peça sobre a vida familiar no Palácio da Alvorada e a importância do verdadeiro amor

Ato I

Palácio da Alvorada.

Entram Eduardo, Flavio e Carlos, o pitbull.

Eduardo: Irmãos, irmãos, ouviram as notícias?

Flavio:Falas dos rumores que vêm surgindo sobre nosso irmão Renan?

Eduardo: Sim, Flávio. Temo que se estes rumores se provarem verdadeiros, pode significar o fim de nosso pai.

Flavio: Falas bobagem, caro irmão. Renan jamais seria… um… um… não ouso dizer a palavra! Não na nossa família.

Carlos: Arf! Arf!

Eduardo: Devo sempre me preparar para o pior, meu irmão. Foi com meu cuidado e olhar aguçado contra o perigo que nosso pai chegou onde está agora. Se Renan for mesmo o que dizem ser, devo estar pronto para agir.

Carlos:Arf! Arf!

Flavio: Acalme-se Carlos! Nosso caçula jamais…

Carlos: Arf! Arf!

Flavio: Carlos, estou tentando falar.

Eduardo: Não, olhe! Carlos quer nos avisar: lá vem Renan! Rápido esconda-se.

Flavio e Eduardo se escondem.

Entram Renan e Laura.

Renan: Não aguento mais guardar isso dentro de mim irmã. Preciso contar para nosso pai. Eu sou… eu gosto de… eu amo… não consigo! A minha criação me impede até de falar a palavra.

Laura: Você não deve falar Renan, papai jamais aceitaria um…

Carlos: Arf! Arf!

Renan: Quem é um bom garoto! Que fofo você está Carlos.(para Laura) Eu não me importo, irmã, não mais. Eu preciso me assumir para o papai.

Laura: Se você deve mesmo, então deixe-me te levar até as masmorras, tem um homem lá que você precisa ver primeiro.

Renan: Tudo bem irmã, mas lhe aviso: nada pode mudar minha cabeça.

Saem Laura e Renan,

Entram Flavio e Eduardo.

Flávio: Você estava certo irmão, nossos maiores medos se tornaram reais.

Eduardo: Vamos buscar nosso pai e segui-los até as masmorras. Se Renan ouvir a voz do prisioneiro, pode ser o fim!

Sai.

Flavio: Venha Carlos! Vamos.

Saem

Ato II

Nas Masmorras.

Entram Renan e Laura.

Laura: Prisioneiro! Prisioneiro! Apareça.

Renan: Quem é este homem misterioso?

Laura: Calma, meu irmão. Logo mais descobriras. Prisioneiro! Prisioneiro!

Prisioneiro (fora): Companheiro…

Laura: É ele! Apareça para nós prisioneiro. Saia das sombras.

Renan: Não sei se é uma boa ideia irmã. Ouvi dizer que este homem é perigoso.

Entra o Prisioneiro.

Renan: Meu deus! É ele.

Prisioneiro: Companheiro Renan…

Laura: Ouça-me prisioneiro. Meu irmão  deseja se assumir para nosso pai. Mas temo o que aquele homem possa fazer. Por favor, diga-nos: qual a resposta certa?

Prisioneiro: Companheiro Renan, seja verdadeiro com você mesmo.

Renan: Mas prisioneiro, meu pai… eu não sei o que ele dirá

Prisioneiro: Não importa a opinião de seu pai, Renan, importa apenas o que diz seu coração. Seja verdadeiro consigo mesmo.

Renan: Eu serei Companheiro, eu serei!

Laura: Então está decidido! O mundo saberá que meu irmão Renan é…

Entram Jair, Flavio, Eduardo e Carlos, o pitbull.

Laura: O não pai!

Eduardo: Viu, papai, eu falei que ele ia estar aqui.

Jair: Vamo acabar com isso daqui. Eu não quis acreditar quando Eduardo me contou.

Renan: Pai, eu preciso lhe contar..

Jair: Você não vai falar nada, ta ok. O meu próprio filho… um…

Renan: Não, pai me ouça, por favor. Eu preciso te falar pai.

Jair: O meu filho não! Eu jamais poderia aceitar.

Jair puxa uma arma.

Renan: Não, pai!

Prisioneiro: Companheiro!

Jair: Acabou a mamata.

Jair Atira.

FIM.

Por M. A. Guadalupe

Editado por Bernardo Schmitt

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